O valor da multa por dirigir embriagado em 2026 é de R$ 2.934,70. Além da multa, o motorista fica sujeito à suspensão do direito de dirigir por 12 meses, recolhimento da CNH e retenção do veículo. Caso seja reincidente na mesma infração dentro de 12 meses, a multa é aplicada em dobro e passa para R$ 5.869,40. Dependendo da quantidade de álcool constatada ou das circunstâncias da abordagem, a situação também pode deixar de ser apenas uma infração administrativa e caracterizar crime de trânsito.
A chamada Lei Seca estabelece consequências bastante severas para quem conduz veículo sob influência de álcool. Por isso, é importante compreender não apenas quanto custa a multa, mas também como funciona a autuação, a suspensão da CNH, a recusa ao bafômetro e as possibilidades de defesa e recurso administrativo.
Índice do artigo
ToggleQual é o valor da multa por dirigir embriagado em 2026?
Dirigir sob influência de álcool é uma infração prevista no artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro.
A infração é classificada como gravíssima. Entretanto, o valor não corresponde simplesmente aos R$ 293,47 normalmente aplicados às infrações gravíssimas.
No caso da embriaguez ao volante, o Código de Trânsito determina a aplicação de um fator multiplicador de dez vezes.
O cálculo é:
R$ 293,47 × 10 = R$ 2.934,70
Assim, em 2026, o motorista autuado por dirigir sob influência de álcool pode receber multa de R$ 2.934,70.
O elevado valor é consequência da gravidade atribuída pelo legislador à combinação entre álcool e direção.
Quanto fica a multa em caso de reincidência?
A situação fica ainda mais grave quando o motorista volta a cometer a infração dentro do período de 12 meses.
Nesse caso, o Código de Trânsito Brasileiro determina que a multa seja aplicada em dobro.
| Situação | Valor da multa |
|---|---|
| Primeira infração | R$ 2.934,70 |
| Reincidência em até 12 meses | R$ 5.869,40 |
Portanto, o motorista reincidente pode ter de pagar R$ 5.869,40.
É importante observar que a reincidência considerada pela legislação está vinculada ao período de até 12 meses. Por isso, as datas das infrações e a situação administrativa das penalidades anteriores podem ser relevantes na análise de um processo de trânsito.
Dirigir embriagado suspende a CNH?
Sim. A suspensão do direito de dirigir é uma das penalidades previstas diretamente para a infração.
O período estabelecido para o artigo 165 é de 12 meses.
Isso significa que o motorista não precisa atingir o limite geral de pontos da CNH para ficar sujeito à suspensão.
A infração por dirigir sob influência de álcool é conhecida como infração autossuspensiva, justamente porque a própria descrição da infração determina a suspensão.
Essa característica diferencia a Lei Seca de várias outras multas de trânsito.
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Em uma infração comum, o motorista recebe pontos e pode eventualmente atingir o limite que leva à suspensão. Na embriaguez ao volante, a própria infração já possui como penalidade a suspensão por 12 meses.
A multa da Lei Seca gera 7 pontos na CNH?
Embora dirigir sob influência de álcool seja uma infração gravíssima, ela possui uma particularidade.
As infrações que possuem penalidade específica de suspensão do direito de dirigir não entram na pontuação da CNH da mesma maneira que as demais infrações.
Portanto, é incorreto analisar a situação simplesmente afirmando que a multa por embriaguez gera sete pontos e que esses pontos serão responsáveis pela suspensão.
O problema é muito mais sério: a suspensão decorre diretamente da própria infração.
Assim, mesmo um motorista que não tenha acumulado pontos anteriormente pode enfrentar um processo de suspensão do direito de dirigir em razão de uma única autuação pela Lei Seca.
O que acontece com o veículo durante a abordagem?
Além da multa e da suspensão, existem medidas administrativas que podem ser adotadas durante a fiscalização.
O Código de Trânsito prevê a retenção do veículo até que seja apresentado um condutor regularmente habilitado e em condições de dirigir.
Imagine, por exemplo, que uma pessoa seja abordada após consumir bebida alcoólica e seja autuada. Ela não poderá simplesmente continuar conduzindo o automóvel.
Se houver outra pessoa habilitada e apta a assumir a direção, o veículo poderá ser entregue a ela, observadas as regras aplicáveis ao caso.
Quando não houver condutor habilitado disponível, o veículo poderá ser removido para depósito, o que pode gerar despesas adicionais relacionadas à remoção e permanência.
Recusar o bafômetro evita a multa?
Não.
Esse é um dos principais equívocos relacionados à Lei Seca.
O artigo 165-A do Código de Trânsito Brasileiro estabelece uma infração específica para o motorista que se recusa a realizar teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento destinado a verificar a influência de álcool ou substância psicoativa.
A penalidade administrativa pela recusa é extremamente semelhante àquela aplicada a quem é autuado por dirigir sob influência de álcool.
O motorista que se recusa ao procedimento pode receber:
multa de R$ 2.934,70;
suspensão do direito de dirigir por 12 meses;
recolhimento do documento de habilitação;
retenção do veículo.
Em caso de reincidência dentro de 12 meses, a multa também pode chegar a R$ 5.869,40.
Portanto, simplesmente se recusar a soprar o bafômetro não significa escapar das consequências administrativas da Lei Seca.
Existe diferença entre dirigir embriagado e recusar o bafômetro?
Sim.
Embora as penalidades administrativas sejam semelhantes, são infrações diferentes.
Dirigir sob influência de álcool está relacionado ao artigo 165 do CTB.
A recusa aos procedimentos destinados a verificar a influência de álcool está prevista no artigo 165-A.
Essa diferença pode ser relevante na análise de uma autuação e principalmente na elaboração de uma defesa.
O auto de infração deve indicar corretamente qual conduta foi atribuída ao motorista. Um recurso deve analisar especificamente o enquadramento utilizado pela autoridade de trânsito, as informações registradas pelo agente e os documentos que compõem o processo administrativo.
Quanto de álcool é necessário para receber a multa?
A legislação brasileira adota uma política bastante rigorosa em relação ao consumo de álcool antes da direção.
Não existe uma quantidade de bebida que possa ser indicada como segura para evitar uma autuação.
Isso ocorre porque o resultado pode variar de acordo com diversos fatores, como quantidade ingerida, tempo transcorrido, características individuais, metabolismo e concentração alcoólica da bebida.
Além disso, a fiscalização não depende exclusivamente de uma percepção subjetiva sobre o motorista estar ou não aparentemente embriagado.
Por esse motivo, a orientação segura é simples: se beber, não dirija.
Embriaguez ao volante pode ser crime?
Sim.
Existe uma diferença importante entre a infração administrativa por dirigir sob influência de álcool e o crime de trânsito relacionado à embriaguez.
O artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro prevê crime quando a pessoa conduz veículo automotor com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou outra substância psicoativa.
A legislação estabelece, entre as formas de constatação, concentração igual ou superior a 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar.
Também podem ser considerados sinais de alteração da capacidade psicomotora, observadas as regras aplicáveis à fiscalização.
A constatação não depende necessariamente de um único meio de prova. Dependendo da situação, podem ser utilizados testes, exames clínicos, perícias, vídeos, testemunhos e outros meios admitidos.
Qual é a pena criminal por embriaguez ao volante?
Quando a conduta caracteriza o crime previsto no artigo 306 do CTB, a situação deixa de envolver apenas consequências administrativas.
A legislação prevê:
detenção de seis meses a três anos;
multa;
suspensão ou proibição de obter a habilitação para dirigir veículo automotor.
É importante separar os dois procedimentos.
Uma pessoa pode responder administrativamente pela infração de trânsito e, dependendo das circunstâncias, também responder criminalmente.
Isso significa que recorrer da multa administrativa e se defender de uma acusação criminal são questões diferentes, ainda que estejam relacionadas ao mesmo fato.
É possível recorrer da multa por dirigir embriagado?
Sim.
O motorista autuado possui direito ao contraditório e à ampla defesa.
Receber uma autuação não significa que o cidadão esteja impedido de questionar eventuais irregularidades existentes no procedimento.
Entretanto, recorrer não significa simplesmente alegar que precisa da CNH para trabalhar ou afirmar que não concorda com a multa.
Um recurso de trânsito precisa analisar tecnicamente a autuação.
Entre os aspectos que podem ser verificados estão a regularidade do auto de infração, o enquadramento utilizado, as informações obrigatórias, as circunstâncias registradas pelo agente, os procedimentos adotados durante a abordagem e a regularidade das notificações.
Cada processo deve ser examinado individualmente.
Como funciona o recurso contra a multa da Lei Seca?
O procedimento administrativo normalmente permite diferentes oportunidades de defesa.
Inicialmente, o motorista pode apresentar a defesa correspondente à fase indicada na notificação recebida.
Caso a penalidade seja posteriormente aplicada, é possível utilizar os recursos administrativos previstos na legislação de trânsito.
De maneira geral, o processo pode envolver:
Defesa Prévia ou defesa da autuação
Recurso à JARI
Recurso em segunda instância administrativa
Os prazos e o órgão responsável devem ser conferidos cuidadosamente na própria notificação.
Perder um prazo pode impedir que determinado argumento seja analisado naquela etapa, razão pela qual é recomendável conferir imediatamente a documentação recebida.
O que analisar antes de apresentar um recurso?
Um recurso eficiente deve partir dos documentos do caso concreto.
Não existe uma defesa universal que automaticamente cancele qualquer multa da Lei Seca.
É importante verificar, entre outros elementos:
o auto de infração;
a notificação de autuação;
a notificação de penalidade;
a identificação do enquadramento;
a data, horário e local da abordagem;
as informações registradas pelo agente;
os documentos relacionados ao teste realizado;
a descrição de eventuais sinais de alteração da capacidade psicomotora;
a regularidade dos procedimentos administrativos;
os prazos utilizados pelo órgão de trânsito.
No caso de teste realizado por equipamento, também podem existir aspectos técnicos relacionados ao aparelho e ao procedimento de fiscalização que precisam ser analisados conforme as circunstâncias da autuação.
Pagar a multa impede o motorista de recorrer?
O pagamento da multa não deve ser confundido com renúncia automática ao direito de defesa administrativa.
O motorista precisa observar as regras e os prazos do processo correspondente.
Além disso, a questão financeira e a discussão sobre a validade da penalidade são aspectos distintos.
Por isso, antes de tomar qualquer decisão, é importante ler integralmente as notificações recebidas e verificar em qual fase administrativa o processo se encontra.
O desconto da multa elimina a suspensão da CNH?
Não necessariamente.
Esse é outro ponto que merece atenção.
A multa financeira e a suspensão do direito de dirigir são penalidades diferentes.
Assim, quitar determinado valor não significa, por si só, que a suspensão de 12 meses desapareça.
O motorista autuado pela Lei Seca deve acompanhar não apenas a cobrança da multa, mas também a situação da habilitação e os procedimentos administrativos relacionados à suspensão.
Ignorar essa parte do processo pode causar problemas posteriormente.
É possível continuar dirigindo enquanto o recurso está sendo analisado?
A situação deve ser verificada conforme a fase do processo e a existência ou não de penalidade definitivamente aplicável naquele momento.
O recolhimento do documento durante uma fiscalização não deve ser confundido automaticamente com o início definitivo do cumprimento da suspensão.
A suspensão do direito de dirigir deve observar o procedimento administrativo correspondente e as garantias de defesa.
Por isso, o condutor precisa acompanhar cuidadosamente as notificações e consultar sua situação perante o órgão de trânsito responsável.
O que acontece depois da suspensão de 12 meses?
Uma vez confirmada administrativamente a penalidade e iniciado o cumprimento da suspensão, o motorista deverá permanecer sem dirigir durante o período determinado.
Além disso, para recuperar o direito de dirigir, deverá cumprir as exigências estabelecidas pela legislação, incluindo o curso de reciclagem quando aplicável.
Dirigir durante o período em que o direito de dirigir está efetivamente suspenso pode gerar consequências ainda mais graves.
Por isso, é essencial saber exatamente quando começa e quando termina o período de suspensão.
A multa por embriaguez pode ser cancelada?
Pode, desde que exista fundamento jurídico ou administrativo capaz de demonstrar irregularidade na autuação ou no processo.
Não existe garantia de cancelamento.
Algumas autuações estão corretamente lavradas e possuem todos os elementos necessários. Outras podem apresentar falhas formais, procedimentais ou problemas relacionados à comprovação da infração.
É justamente para permitir essa análise que existem a defesa e os recursos administrativos.
Um bom recurso deve evitar argumentos genéricos e concentrar-se na legislação e nas particularidades do processo.
Por que é importante analisar cada autuação individualmente?
Duas pessoas abordadas na mesma operação da Lei Seca podem ter situações jurídicas completamente diferentes.
Uma pode ter realizado o bafômetro.
Outra pode ter recusado o teste.
Outra pode ter sido autuada com base em sinais de alteração da capacidade psicomotora.
Também podem existir diferenças nos documentos produzidos durante a fiscalização, no enquadramento utilizado e nas notificações posteriores.
Por isso, copiar um modelo de recurso encontrado na internet sem analisar os documentos pode resultar em uma defesa que nem sequer corresponde ao motivo da autuação.
Em matéria de recursos de multas de trânsito, os detalhes do processo frequentemente são determinantes.
Perguntas e respostas
Qual o valor da multa por dirigir embriagado em 2026?
O valor é de R$ 2.934,70, correspondente à multa gravíssima multiplicada por dez.
Quanto custa a multa da Lei Seca para reincidente?
Se houver reincidência dentro de 12 meses, a multa é aplicada em dobro e pode chegar a R$ 5.869,40.
Por quanto tempo a CNH fica suspensa?
A infração prevê suspensão do direito de dirigir por 12 meses.
A multa por embriaguez gera sete pontos?
A infração é gravíssima, mas possui penalidade específica de suspensão. As infrações autossuspensivas não recebem a pontuação normal utilizada para a suspensão por acúmulo de pontos.
Recusar o bafômetro evita a multa?
Não. A recusa é uma infração específica prevista no artigo 165-A do CTB e pode resultar em multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.
Se eu recusar o bafômetro posso perder a CNH?
A recusa pode resultar em processo para aplicação da suspensão do direito de dirigir por 12 meses.
Dirigir depois de beber sempre é crime?
Não necessariamente. A infração administrativa e o crime de trânsito possuem requisitos próprios. Dependendo da concentração de álcool constatada ou da comprovação de alteração da capacidade psicomotora, a conduta pode também ser enquadrada criminalmente.
Qual a pena criminal para embriaguez ao volante?
O artigo 306 do CTB prevê detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de obter habilitação para dirigir veículo automotor.
Posso recorrer da multa da Lei Seca?
Sim. O motorista possui direito de defesa e pode utilizar as etapas administrativas cabíveis, observando os prazos indicados nas notificações.
Pagar a multa cancela a suspensão?
Não. O pagamento da multa e a suspensão da CNH são questões diferentes. A quitação do valor não elimina automaticamente a penalidade de suspensão.
O veículo é apreendido na Lei Seca?
O veículo pode ser retido até a apresentação de motorista habilitado e em condições de conduzi-lo. Se não houver alguém apto a assumir a direção, poderá ocorrer remoção conforme as regras aplicáveis.
Posso recorrer mesmo tendo feito o bafômetro?
Sim. A realização do teste não elimina o direito constitucional de defesa. O processo pode ser analisado para verificar a regularidade da autuação e dos procedimentos adotados.
Conclusão
O valor da multa por dirigir embriagado em 2026 é de R$ 2.934,70, podendo chegar a R$ 5.869,40 em caso de reincidência dentro de 12 meses. Além do impacto financeiro, a infração prevê suspensão do direito de dirigir por 12 meses, retenção do veículo e outras medidas administrativas.
A recusa ao bafômetro também não elimina o risco de penalidade. O artigo 165-A estabelece multa de mesmo valor e suspensão de 12 meses para quem se recusa aos procedimentos destinados a verificar a influência de álcool ou substância psicoativa.
Em determinadas circunstâncias, o caso pode ser ainda mais grave e caracterizar o crime de embriaguez ao volante previsto no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro, trazendo consequências na esfera penal além das penalidades administrativas.
Apesar da severidade da legislação, toda autuação deve respeitar os procedimentos previstos no Código de Trânsito Brasileiro e nas normas de fiscalização. O motorista possui direito de defesa e pode questionar irregularidades existentes no auto de infração, nas notificações ou no procedimento administrativo.
Por isso, quem recebeu uma multa da Lei Seca deve analisar cuidadosamente todos os documentos antes de apresentar sua defesa. Em recursos de multas de trânsito, detalhes relacionados ao enquadramento, às circunstâncias da abordagem e à regularidade do procedimento podem fazer diferença na análise do caso.
Advogados Especialistas
Fale com um advogado especialista em direito de trânsito agora.
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